10 agosto 2011


Toque para Mulheres - Edson Rossatto

4
Hoje olhando a minha caixa de emails recebi um que eu gostei muito e queria compartilhar com vocês.
         Nesse email o autor foi bem sincero o que de cara achei super interessante, pois muitos são bem grosseiros, mas isso não vem ao caso, nesse email ele me propôs mostrar um pouco do seu trabalho. E quando fui olhar sinceramente me apaixonei  pelo trabalho dele e quero dividir um pouco disso com vocês.
       Nesse site ele escreve crônicas que se você parar e pensar são bem o que está acontecendo no nosso dia-dia, fala com as mulheres de um jeito super divertido o que é super bacana, mas deixa eu mostrar um pouco o que ele escreve .
A comível e a namorável - Edson Rossatto



Dias atrás, uma amiga chegou com uma questão, cujas respostas me colocariam em maus lençóis, tal qual aquela pergunta que fizeram a Cristo:
O imposto pago a César

— Jesus, o imposto pago ao imperador César é justo?

Se ele respondesse que sim, o seu povo, que era dominado por César, iria contra Jesus; se respondesse que não, o governo o prenderia por subversão. Então ele veio com a resposta mais inteligente que já vi:

— Dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Simples, objetivo e nada comprometedor. 

Mas a questão que me ameaçava era:

— Edson, eu sou comível ou namorável?



Se eu respondesse "comível" ela se sentiria apenas um objeto e ficaria triste. Se eu respondesse "namorável", ela não se sentiria melhor, porque há anos não namorava e passaria a achar que tinha algo errado com ela.

Então suspirei profundamente e abri a boca, deixando escapar as palavras que eu realmente acreditava que poderiam me tirar daquela situação:

— Dê a César...

— Ah, então sou comível?



Ai, Jesus!
Achei melhor respirar fundo de novo para tentar encontrar uma resposta exclusivamente minha e não chupinhar a do Salvador. Tá certo que já tive visual barbudo e cabeludo como o que dizem que era Dele, mas daí a me comparar com o homem na sabedoria já era demais.

Pensando profundamente na questão, cheguei à conclusão que a palavra "sincronia", que eu já havia usado emoutra crônica, seria a resposta mais adequada. Tudo bem, até aqui ficou confuso, mas já vou chegar lá.

Essa minha amiga é uma mulher inteligente, bem sucedida, independente, bonita, gostosa e objetiva. Quando quer uma coisa, vai atrás e consegue; se quer dizer uma coisa, diz, sem rodeios. É o tipo de mulher que se gosta de um cara e sente tesão por ele, vai pra cama sem problemas. Também não vejo problemas nisso, mas tudo depende do tipo de relação que você quer com a pessoa.

— Sandra, faz um tempo que eu quero convidar você pra gente se conhecer melhor.

— Também te acho gostoso, Silvio.

— Er... acha?

— Sim. Na verdade eu estava indo à sua mesa justamente pra te convidar pra sair, mas você chegou aqui antes. Eu topo. No Deslize ou no Sedução?

— Ué, eu não conheço nenhum restaurante com esse nom... peraí! Deslize não é aquele motel a duas quadras daqui?

— Sim.

— Mas eu pensei em jantarmos.

— No Deslize tem comida. 



Merchan descarado do Deslize
Se o objetivo é somente sexo e o outro está em sincronia (olha a palavrinha aí de novo) com você, tudo bem. Mas se você pensa em ter uma relação mais profunda e duradoura, melhor rever seus conceitos de objetividade. 

Algumas garotas objetivas querem ter um relacionamento mais profundo, aplicando essa objetividade desde o início da conversa, não se importando inclusive de irem para a cama logo de cara com o rapaz com quem querem namorar. No entanto, se esquecem daquele velho conceito da oferta e da procura, que consiste em desvalorizar o que é facilmente ofertado e valorizar o que é escasso. 

Não vamos ser hipócritas: se uma pessoa já se dispõe a transar logo de cara você acha que ela é a pessoa da sua vida ou que ela vai pra cama com qualquer um?

Acredito que todos nós queremos ser especiais para alguém, então que tal fazermos a pessoa nos valorizar através da conquista? Aquele joguinho de sedução, com respostas e ações dúbias, ajuda muito numa conquista. Deixar o outro com um "será?" na cabeça é eficaz para essa valorização. Depois disso, aos poucos, com a relação ficando mais íntima, o ideal é agir fazendo o outro se convencer de que o que fazemos com ele só é feito porque essa pessoa é especial.

Mas cuidado: mesmo em um relacionamento duradouro, não deixe a objetividade tomar conta dele.

Merchan totalmente pago pela  Lacta
— Feliz dia dos namorados, Sandra!
— Flores e bombons? Tá, obrigado. Os bombons até posso comer, mas as flores não dá pra usar pra nada.

— Er... na próxima eu penso melhor no presente.

— Toma o seu.

— Um conjunto de lençol e fronha?

— Percebi que o da sua cama está velho.

— Er... tá bom, obrigado...

Bom, era isso, agora preciso saber das reais intenções da minha amiga para poder aconselhá-la melhor. Se ela quiser namorar alguém, vou repetir para ela o que escrevi nesta crônica. Se ela quiser só transar loucamente sem compromisso, vou entrar no Google e pegar o endereço do Desliz... er... Até próxima crônica!

(Tá, é brincadeira de final de crônica, vai!)


Gostou? Olhe mas um pouco seu trabalho no site http://www.toquesparamulheres.com/


Fica ai a dica#

4 comentários:

Julia Cedro disse...

KKKKK, ri muito com essa crônica!

Adorei o novo visual do blog ;D

Beijos.

Aione Simões disse...

Gostei muito da crônica!
Concordo em vários pontos com o autor, é realmente uma questão de sincronia, de qual é o objetivo e de como você se porta quanto a isso.
Muito bom ^^
Beijos!

keythi disse...

kkkkkkkkkkkkkkk
tava com mal humor )=
tva! nao to mais!
kkk
adorei eviih...
e o blog tah bombando hein, muito lindo o visual, amei!!!
beijos

Julia G disse...

Já fiz uma resenha do blog dele no Conjunto da Obra também. Dá para se divertir muito com as crônicas.

Beijos

Postar um comentário